segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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Alçando voos rumo ao sul,

As asas de águia me aproximam de novos sabores

antes nunca experimentados.

Chiclete com banana e tomate ao mesmo tempo?

Sei lá, dizem por aí que dá combinação.

Demasiadamente antecipo-me ao ocorrido

E dentre todas as belas, espero encontrar-te Eva!

Ao som da banda do primeiro ato.

É carnaval, longe da época!

Dizem por aí que bom.

Querida Floripa, tô chegando pra prova!

Fica o meu abraço aos que ficam...

Uma tal de Micareta à beira mar me espera.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Frenesi

Um enlaço.


Por pura brincadeira,

Inocência derradeira.


Um despertador toca.

Ele ainda atordoado engole a seco o frenesi do momento...

Encurtando os passos, se aproxima de mais um dia distante dos sonhos acordados que teve nesta noite.


Esta é a noite dos sonhos, não do sono.

A escrita é um detalhe a mais...

Ponto final. Quando o escritor se reconhece incapaz de alcançar-te em linhas...

Amanhã

Ainda há sonhos para se sonhar.

Quando a distinção do ontem pelo hoje alcançar o amanhã,

Estarei tomando um café quente por deleite.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Essa é foda!

http://www.youtube.com/watch?v=Or9Df1sb-WI

musica de Frejat, inspirada no poema "Os Votos" de Sergio Jockymann.

Desejo primeiro, que você ame,e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa.
Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar,
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante;
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste;
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom;
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.


Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o João-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal;
porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo outrossim, que você tenha dinheiro,porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele
na sua frente e diga "Isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.


Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher,
e que sendo uma mulher, tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,
e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.

Tarde demais?

Temos este instante.

Reinventar-se intenta à sensação de

liberdade.

Dentro de poucos instantes largos saltos para a

libertinagem.

E neste instante que temos,

O desígnio se perde em meio à

devassidão.

Esta é a hora certa de parar.

Peço em breves preces que toda a imensidão

deste instante

Leve-me adiante. Leve-me daqui.

Traga-a então, finalmente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Alheio 9º

Era meia noite, quase 10 horas. O surdo escutou o mudo dizer que o cego viu o aleijado correr atrás do carro parado. O sol iluminava uma grande noite de luar. Um homem em pé sentado, dizia calado:
o mundo é uma esfera quadrada que gira parada em torno do sol. Ao ver uma velha de 15 anos sentada num banco de pedra, feito de madeira, dizendo com o nariz que preferia morrer do que perder a vida.

Diria o interprete Nando Reis assim:

"O mundo está ao contrário e ninguem reparou..."

O TAL STRESS

Puta que o pariu

Realmente é cansaço

Tanto é que para escrever estes versos

Tive que anular todos os fatos...

...menos um:

Ainda há amor em mim!



TIROTEIO



Tiros cruzados por todos os lados.

Um machuca o peito,

Dois destroçam o coração,

Eu já tomei o terceiro...

Sim ou não!

Talvez? Bastam os do mundo,

E deles estou cansado.

Quero-a por inteiro.

Entre pela porta dos fundos,

Toma-me a razão.

Torna-me capaz

De ser mais do que eles são.

Quero o amor, primeiro,

Eterno, no quarto [tiro],

O beijo, enfim...

.

Mas deixe a porta aberta...

Nunca se sabe quando o eterno chegará ao fim.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

De cima do muro.

foto: Mateus Muramatsu


Veja só!

De cima do muro

É muito melhor.

De lá se vê dois lados,

Separados

Por um olhar.

.

Vês de lá que há como juntá-los,

Mesmo quando afastados.

De cima do muro

Dois é um,

Um mundo todo...

Um só.

.

Resta-te anunciar...


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Redenção



Hoje me apresento a Ti assim

sem meios, começos ou fins
pequeno menino em Teus braços

enfim...

Desengano



Muitas
.
vezes

.
juguei-me

.
capaz

.
de

.
ir
.
longe

.
demais

.
sozinho

NÃO É PARA ENTENDER, É PRA CALÇAR!


Caminhos foram cruzados até aqui

Perdi meus sapatos

Parei de caminhar

Pés descalços não saem do lugar

O sentido dos versos se perde até a próxima prova - de calçados -

Hasta la vista!

Nos encontramos lá?

.

.

PACIÊNCIA

Ato ou efeito daquele que sabe esperar, ser paciente.

*

- Tá Aurélio! Tudo bem... Entendi o recado, aguardo as conseqüências.

*

Lenine canta a paciência:

*

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma... Eu finjo ter paciência...

Será que é tempo que me falta pra perceber? Será que temos este tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara...”

*

- Vivamos a raridade da vida! E por favor, afaste de mim a tal da paciência! Dela estou farto!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

TEUS OLHOS, MEUS OLHOS



Meus olhos podem ver além...

Daquele momento em diante
Percebi teus olhos nos meus
Dizendo sem palavras
Do sentido das coisas
Do momento oportuno
Das verdades exatas
Do que era amor, do que é...

Meus olhos podem ver além...
Quando encontram os teus.

NOSTALGIA



Hoje acordei poesia.
Respirei o passado
Em Retratos,
Os mais velhos.
Saboreei versos...
Dos dias que não voltam mais,
Levarei a lembrança do que foi belo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

...

Ações e reações

Felicidade

Imperfeições

Vários caminhos

Certo ou errado

Omissões

Realidade e autenticidade

Espinhos

Sentimentos e Momentos

Julgamentos

Eu, sozinho

Estado reflexivo

Tome nota

Não sou perfeito, tampouco almejo ser.

Gosto de viver intensamente aquilo que se apresenta real, hoje.

Experimento meus sentimentos a todo instante, sem repressão.

Acredito ser a melhor forma de encontrar a felicidade.

.

Sou de carne e osso, sangue quente, teimoso.

Não gosto de errar, mas sei reconhecer meus erros, bem como a oportunidade de aprender com eles. Apesar da insistência constante em alguns.

.

Quero simplesmente amar, sem parâmetros alheios.

Quero o meu amor primeiro, deste instante, desta vida.

Quero a vida, a beleza, a graça, a essência, a família.

.

Não, você jamais irá me conhecer pelas palavras!

Palavras primam pela pureza, pela poesia, pela beleza.

Não, minhas palavras não são máscaras!

A essência se desperta por meio delas, e por isso elas... por isso elas, estão aqui.

.

Tome nota:

.

Sou eu, um só

Suscetível ao novo

Retiro, o pó

Do chão da minha existência

Sou simplesmente

Vivo...

Tanto quanto você!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ladroagem


Como em um teatro, mágico...

Descobrir já tentei, mas eu não sei,

Na verdade quem eu sou.

Que dirá saber o que sinto.

Basta o que há de belo nesses dias:

Tuas mãos nas minhas.

Simplesmente nós dois.

Como feijão e arroz

Encontram-se só de passagem.

Do dia do prato,

Façamos nossa eternidade.

Trago no peito algo novo,

E meio sem jeito,

Respiro e traço novas linhas...

Enquanto me lembro de você.

Vi-me tão pequeno,

Do alto da pedra, a mais alta.

Neste tempo em que

Sobra tanta falta,

É tão certo, estar tão perto de você.

Então, menina minha...

Se opostos se distraem,

Disponha-se, me atraia.

Enquanto não me esqueço...

Cuida de mim.

MdP

Por entre os dedos me escapam palavras.

Teimoso, deixo-as em versos...

Pobre menino dos poemas que um dia acreditou ser poeta.

desatinos

Vez ou outra é assim.

Surpresas anunciadas, chavões,

Palavras e cartas marcadas.

O causo é que o acaso se faz presente.

Na certeza de dizeres vãos,

Permanece a esperança.

E na ausência da poesia,

Palavras e cartas marcadas soltas ao vento.

Destinos traçados desfeitos.

A falta de nexo é a ausência de jeito,

Do tato... Com sentimentos e versos

Que formam linhas e linhas...

E mais linhas...

Não meça meus desatinos.

Compreensão não se acha aqui.

Traga-me uma alusão ao todo,

Desfaça as malas...

Em algum instante precisamos parar.