Meu Sinhô, posso lhe assegurar!
Já estive lá e cá.
Em qualquer canto deste globo disperso
Eu já plantei meus versos,
Dos mais simples, aos mais belos,
Dos mais broncos, eu confesso:
Prefiro não me alembrar.
Oia só, meu Sinhô, ainda sei poetar!
Matutei cá com meus botões,
Esse verso é preciso e é preciso continuar.
Rimas são conseqüências, ó meu sinhô!
Estou agora sem rumo, é contigo que vô!
Dá-me um prumo, uma condição.
De entregar ao mundo algo novo, talvez uma oração.
Uma prece de um tolo que ainda acredita no amor...
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